Neste artigo, serão discutidos os principais erros que as empresas cometem ao tentar otimizar a taxa de conversão (CRO – Conversion Rate Optimization).
Negócios online estão sempre em busca de mais conversões e do lucro que elas geram. Contudo, concentrar-se unicamente no objetivo de aumentar conversões e ignorar os motivos por trás das variações desses números pode levar a decisões equivocadas. Por exemplo, se uma marca reduzisse todos os seus preços pela metade, suas conversões provavelmente disparariam, mas isso não contribuiria para o crescimento do negócio.
Portanto, não é recomendável focar em “hacks” de CRO — ou seja, truques, atalhos ou técnicas superficiais para tentar aumentar a taxa de conversão do site —ou considerar as conversões como um número arbitrário a ser impulsionado a todo custo.
O melhor caminho é encará-las como a consequência de projetar a jornada mais fácil possível para os usuários alcançarem o que desejam e necessitam.
A ligação entre UX e CRO (Experiência do Usuário e Otimização da Taxa de Conversão)
As práticas de UX Design e Design Estratégico para aumentar as conversões estão relacionadas ao aprimoramento da experiência do usuário.
De acordo com Scott Johnsen, Chefe de Design da Alto, “UX é um processo de entender a fundo as necessidades e objetivos do usuário, identificar onde estão seus maiores problemas e trabalhar proativamente para criar maneiras de resolvê-los”.
No âmbito dos sites, isso envolve:
- Compreender as necessidades, dores e jornadas de compra do usuário;
- Desenvolver produtos e serviços para satisfazer necessidades e desejos não atendidos;
- Elaborar uma jornada de compra sem atritos, intuitiva e que inspira confiança nos usuários ao tomarem decisões.
Os 7 atributos de um bom UX Design
Segundo o designer e arquiteto da informação Peter Morville, um UX qualificado consiste em criar conteúdo de site que seja:
- Útil: o site deve solucionar problemas e ajudar os usuários a atingirem seus objetivos – desde encontrar informações até comprar os produtos certos;
- Utilizável: os visitantes devem ser capazes de usar o site intuitivamente, com o mínimo de atrito proveniente do design da página ou erros do site;
- Localizável: os visitantes devem facilmente conseguir localizar o site e navegar pelo conteúdo;
- Credível: o site deve transmitir que o produto, serviço ou experiência é confiável;
- Acessível: o site deve funcionar em diferentes navegadores e dispositivos, bem como ser acessível a todos os usuários;
- Desejável: o site deve refletir uma imagem, identidade e marca que evoquem uma resposta emocional positiva dos usuários;
- Valioso: o site deve agregar valor aos usuários, ajudando-os a ganhar dinheiro, a sentir-se bem ou a avançar em direção a um objetivo importante.
Ao considerar esses sete aspectos na avaliação do seu próprio UX, o designer precisa ter em mente que cada site requer um equilíbrio diferente. Por exemplo, para um site de moda de alta-costura, é mais importante ser Desejável do que Útil.
Conclusão
A experiência do usuário e otimização da taxa de conversão estão estreitamente ligados, um vez que ambos visam colocar o usuário no centro das ações do designer. Qualquer que seja o produto ou serviço oferecido pela empresa, um bom UX ajudará o designer a atender melhor às necessidades dos usuários, proporcionando-lhes uma jornada mais rápida e satisfatória.
No entanto, nada disso é possível sem que o designer aprofunde o conhecimento sobre seu usuário (e suas perspectivas). Logo, ao buscar melhorar as conversões, o designer deve municiar sua equipe com ferramentas que forneçam uma visão completa e detalhada de seus usuários. Utilizando os dados certos, o designer consegue eliminar suposições e criar as experiências que seus usuários de fato precisam.