3 fatos sobre UX DESIGN do METAVERSO GATHER – Psicologia Aplicada ao Design

Rian Dutra fazendo análise de Psicologia aplicada ao Human Experience Design

“Encontrei coisas no metaverso Gather que vão mudar a forma como você enxerga o trabalho remoto.

Parte 1: Trabalhar de casa parece fácil, mas pode ser muito solitário. Num estudo da Buffer, 21% disse que a solidão era a pior coisa. Dependendo, o profissional pode se sentir até excluído, experimentando efeitos do Ostracismo Social. Nosso cérebro ativa as mesmas estruturas de quando sentimos a dor física: dor social.

Mas no Gather, esse distanciamento é amenizado. Você literalmente trabalha no mesmo ambiente que seus colegas, porém virtualmente. Você vê eles, você anda com eles, você dança e joga confete com eles.

Continuar lendo

Erros de UX Design: Amazon Prime Video – Vieses Cognitivos e Psicologia aplicada ao Design

Rian Dutra fazendo análise de Psicologia aplicada ao Human Experience Design

“Encontrei 3 problemas de design na Amazon Prime Video

Problema 1: Advinha onde encontrei ’Two and a half men’. Na categoria ‘Terror’. Tem muita coisa fora do lugar! Desorganização pode gerar estresse, confusão, e desvio de atenção. Isso é um matador de retenção!

Numa pesquisa, mais de 50% disse odiar a experiência com Prime Video. A tela inicial é bagunçada, as seções passam despercebidas, e quanto aos carrosséis, o título mais à direita precisa aparecer mais, senão perde a sensação de que tem coisa ali dentro.

Problema 2: ‘Bait and switch’. Você chega na lista de filmes e se depara com o Batman, Sonic 2… Coisa boa, né? Nada que 30 pratas não possam pagar. Quase 30% dos títulos são para alugar. Quando vê um filme desses na lista, as expectativas são altas. Mas quando o assinante se dá conta de que é um cross-sell e que precisa pagar por fora, pode ficar muito frustrado, e se sentir ludibriado.

Continuar lendo

Erros de UX Design: site da Shopee – Vieses Cognitivos e Psicologia aplicada ao Design

Rian Dutra fazendo análise de Psicologia aplicada ao Human Experience Design

“Encontrei 3 problemas de design no site da Shopee.

Problema 1: nossa, mas que site poluído! Sabe aquele conceito de “menos é mais”, então, a Shopee não curte isso não, hein. “É a 25 de março às véspera do Natal”, “é a Time Square dos apps”, disseram meus seguidores no Instagram.

O ruído visual atrapalha a cognição. Isso é um matador de conversão! Essa sobrecarga de informação pode causar Síndrome de Fadiga Informativa, que atrapalha você a se decidir entre o fatiador de bananas ou o Teletubbies zumbi.

Acontece o Paradoxo da escolha: tem tanta coisa na tela que você fica sobrecarregado, confuso e tem uma Paralisia por Análise.

Continuar lendo

Erros de UX Design: aplicativo do Twitter – Vieses Cognitivos e Psicologia aplicada ao Design

Rian Dutra fazendo análise de Psicologia aplicada ao Human Experience Design

“Encontrei 3 problemas de design e experiência no Twitter.

Problema 1: Contas fake. É só entrar num tweet que parece que estou numa festa à fantasia: um monte de gente usando máscara e opinando mais que Léo Dias.

Até Elon Musk já reclamou. Até 20% das contas podem ser falsas. Perigoso. As pessoas mudam quando são anônimas. Efeito de desinibição online: quando abandona sua identidade, as restrições ao seu comportamento normal também desaparecem.

Continuar lendo

Análise de UX: aplicativo da Netflix – Human Experience Design & Psicologia

Rian Dutra fazendo análise de Psicologia aplicada ao Human Experience Design

Se você gosta de seriados como Stranger Things, deve usar bastante o aplicativo da Netflix. Desta vez, fiz uma breve análise da experiência e usabilidade, e encontrei 3 problemas de design no app da Netflix.

“Problema 1: Nesse sistema de avaliação, não dá para saber o que as pessoas avaliaram. No passado, Netflix usou estrelinhas. Em lojas virtuais, 94% das vendas são de produtos com 5 ou 4 estrelas. Geram fenômenos comportamentais como efeito adesão e prova social. Produtos com poucas estrelas são percebidos como piores, arruinando o faturamento. Netflix percebeu e escondeu as estrelas. Agora, muita coisa boa passa batido, muita coisa ruim é consumida mais do que devia.

Continuar lendo

Análise de UX: site do O Portal de Paulo Cuenca – Human Experience Design & Psicologia

Rian Dutra fazendo análise de Psicologia aplicada ao Human Experience Design

“Encontrei 4 erros (acertos) de design no site do Paulo Cuenca.

Primeiro ponto: ele diz claramente o que vai acontecer depois de você assinar o portal dele, o que gera expectativa mas alivia o medo do desconhecido. Temos a tendência de ter medo quando não temos nenhuma informação em nenhum nível sobre alguma coisa, o que pode atrapalhar na conversão e vendas.

Segundo ponto: Ele usou bem o Efeito Enquadramento, muito explorado por Daniel Kahneman. O plano anual parece mais vantajoso já que ele “reenquadrou” o preço: ao invés de dizer que custa R$ 238 por ano, mostrou o valor de R$ 19,90 ao mês pago anualmente.

Continuar lendo

Erros de UX Design: análise do marketplace Enjoei, baseada em princípios de Psicologia Cognitiva

Rian Dutra fazendo análise de Psicologia aplicada ao Human Experience Design

“Encontrei 3 problemas de design no site do Enjoei.

Primeiro erro: não permitem fazer nada sem conta — nem comprar, nem fazer oferta, nem mesmo adicionar no carrinho. Isso é um matador de conversão. Primeiro, deixe que usem o produto, depois cobrem. Viés da Reciprocidade: isso diminuiria a taxa de rejeição.

Continuar lendo

Erros de UX Design: análise do site da Vibrio, sexy shop de Malu Perini e Dani Noce — Psicologia aplicada a UX

Rian Dutra fazendo análise de Psicologia aplicada ao Human Experience Design

“Encontrei 3 problemas de design no site da Vibrio, sexy shop da Malu Perini, Dani Noce, e Raul Sena.

Primeiro erro: entrei no site e cliquei em “Primeira Vez?”. Então, eu me deparei com esse produto diferente, um bastãozinho, mas não sei pra que serve. Um dos princípios do design é “affordance”, do psicológo James Gibson, depois usado por Donald Norman: um objeto bem projetado permite que o usuário saiba para que serve, de forma intuitiva e sem explicações. Eles até têm um belo vídeo, mas está enterrado em outra página.

Continuar lendo

Análise de UX Design: análise do site do livro “Antiotário” do Rafael Aires, baseada em princípios de Psicologia Cognitiva

Rian Dutra fazendo análise de UX Design

“Vou analisar o design do site mais controverso e bizarro que você vai ver este ano: livro “Antiotário”.

Primeiro ponto: O Rafael Aires usa bem um fenômeno psicológico chamado de Efeito da Bizarrice. Um estudo de 1995 afirmou que coisas bizarras aumentam a nossa capacidade de recall (recordação). “Antiotário” faz isso muito bem: a capa é bizarra, o título é estapafúrdio, e os ensinamentos são bastante… digamos assim, controversos.

Mas, vamos aos erros de design.

Primeiro erro: o produto à venda não é um livro físico mas um ebook, apesar de a imagem parecer um livro de papel. Eu ficaria frustrado se comprasse sem saber.

Continuar lendo

Erros de UX Design: análise do site do G4 Educação (Gestão 4.0) do Tallis Gomes, baseada em princípios de Psicologia aplicada

Rian Dutra fazendo análise de UX Design

“Encontrei 3 problemas de design no site do G4 Educação.

Primeiro erro: depois de o usuário se convencer de que o curso do Gestão 4.0 é uma boa escolha, ele clica no botão “eu quero participar”. Mas aí é que mora o problema: ele é direcionado para outra tela com um outro botão “iniciar inscrição”. Se ele já clicou pra participar, por que fazer ele clicar no botão de inscrição de novo? Essa tela intermediária é um matador de conversão. O usuário é indeciso. Encurte o caminho.

Continuar lendo

Medo & Design Comportamental: medo do usuário, vieses cognitivos e dark patterns

Rian Dutra falando sobre Psicologia aplicada ao UX Design e Design Comportamental

“Nesta sexta-feira 13, que tal falarmos sobre medo?

Sabia que o medo interfere muito na nossa tomada de decisão? Vou só pincelar neste assunto, porque aqui só tenho 1 minuto. Mas, como designer ou head de algum negócio, você vai querer saber como o medo do usuário pode afetar consideravelmente os resultados de uma startup — seja para o bem ou para o mal.

Existe o Viés de Negatividade: concentramos e nos atentamos mais às coisas ruins dos que às boas, em geral. Uma experiência negativa pode arruinar todo um passado glorioso.

Continuar lendo

Como descobrir o que o usuário está pensando — Psicologia e Design Comportamental

Rian Dutra falando sobre Psicologia aplicada ao UX Design e Design Comportamental

“Você já deve ter se perguntado: como descobrir como alguém pensa? E se você for designer, ou tiver um negócio, é bem provável que queira saber o quê o usuário está pensando ao usar seu produto ou serviço.

O ponto é: você não precisa ser a Márcia Sensitiva ou ter a habilidade de ler mentes. O que precisa é aprimorar sua capacidade de observação e análise do comportamento humano.

Tente descobrir padrões no comportamento do usuário. Se todo dia você põe um pãozinho delicioso na bancada, mas pouca gente compra, o problema pode estar no preço, na posição, ou até na embalagem. Se 70% das pessoas abrem seu aplicativo diariamente mas não fazem nenhum pedido, pode ser uma falha no design, ou nas ofertas, ou nos preços.

Continuar lendo

Ilusão de Controle e ansiedade do usuário — Design Comportamental e Psicologia Aplicada

Rian Dutra falando sobre Psicologia aplicada ao UX Design

“Nós gostamos de pensar que temos o poder de decidir as coisas na nossa vida, que nós tomamos decisões puramente racionais baseadas em dados e lógica. Mas, se você acompanha meus vídeos, já sabe que nós não somos tão racionais assim.

Existe uma coisa chamada “ilusão de controle”, que é a tendência das pessoas de superestimar a capacidade de controlar os eventos.

Se pensarmos no design de aplicativos e sites, quando o usuário acredita que tem controle total, tem a sensação de segurança e paz, fica menos propenso a parar de usar o produto.

Continuar lendo

Comunicação virtual restringe a geração de ideias criativas — artigo polêmico da Nature

Rian Dutra falando sobre Psicologia aplicada ao UX Design

“Reuniões em Zoom matam a nossa criatividade. Ou melhor, a comunicação virtual restringe a geração de ideias criativas: é um artigo publicado na Nature recentemente.

Bastante controverso, por sinal.

Nessa pesquisa, os autores fizeram o rastreamento do olhar de 602 participantes durante videoconferência em laboratório, e então tiraram a conclusão de que por conta de focarmos muito na comunicação através de uma tela, acaba que isso inibe a geração de novas ideias durante as reuniões. Segundo os autores, essa interação virtual vem com um custo cognitivo.

Continuar lendo

Redesign: 3 dicas de como aliviar a ansiedade e estresse do usuário diante do redesign de um produto – Design Comportamental

Lembra que no vídeo anterior eu falei sobre à nossa resistência à mudança? Como aliviar essa ansiedade diante de uma mudança no design de um produto?

Assunto complexo, mas vou dar 2 grandes dicas.

  1. Tudo se resume ao senso de controle. Quanto maior o senso de controle, menos estresse e sofrimento terá essa pessoa. Se a pessoa pensa que não tem controle, perde as estribeiras. Então, sempre que tiver um novo design do seu aplicativo ou sistema, permita que ele possa escolher usar ou não.
  2. Tente não mudar drasticamente. Mudanças drásticas são mais dolorosas. Inclusive, o ciclo de resistência à mudança é praticamente o mesmo do ciclo do luto. Se for para mudar o design do produto, tente manter alguns pontos semelhantes.
Continuar lendo

Qual é o impacto do redesign nos negócios e o ciclo de resistência à mudança – Psicologia & Design Comportamental

Rian Dutra falando sobre Psicologia aplicada ao UX Design

Quando você mudou de casa ou, sei lá, trocou de smartphone, foi confortável pra você? Em geral, os seruaminhos têm resistência à mudança. Mas, quando precisamos refazer o design de um sistema ou site, qual impacto isso vai ter nos negócios?

A psiquiatra Kubler-Ross propôs o ciclo da resistência à mudança:

  1. Passamos por uma fase de choque, paralisia inicial por estar exposto à mudança.
  2. Depois, temos a fase da negação. O usuário não enxerga vantagens em usar o sistema novo.
  3. Então, vem fase da ira. “É ruim de eu usar isso, hein!”
  4. Chega então a fase da negociação. “Não quero! Mas deixa eu ver se tem coisa boa aqui.”
  5. Então, temos a fase da depressão, que entendemos que a mudança é inevitável, mas não ficamos felizes com ela.
  6. Depois, a fase do teste, quando a resistência passou, e começamos a entender que isso pode ser algo bom.
  7. Por fim, a fase da aceitação. O equilíbrio vem e nosso comportamento se adapta à nova realidade.
Continuar lendo