O poder da curiosidade no UX Design para melhorar os resultados do negócio

Rian Dutra falando sobre Psicologia aplicada ao UX Design

“Vem cá, deixa eu te mostrar. Achei uma coisa legal sobre psicologia pra te falar. Eu acho que a curiosidade é uma das nossas maiores motivações. Um bom trailer de filme pode gerar curiosidade para você querer assistir; Notificações, quando bem escritas, podem te levar a abrir o aplicativo; a capa de um livro, a vitrine de uma loja, a página inicial de um site.

Quando alguém tem uma lacuna no conhecimento sobre um assunto de seu interesse, é provável que vá querer descobrir mais sobre isso. Essa é a Teoria da Lacuna de Informação (Information-Gap Theory).

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Criando designs para usuários com ansiedade – Psicologia e Human Experience Design

Rian Dutra falando sobre Psicologia aplicada ao UX Design

“Deixa eu te falar uma coisa… ⌛ Já ficou ansioso, né? Só porque eu demorei um segundinho pra iniciar meu texto neste vídeo.

Quando se trata de internet e uso de produtos, a maioria dos usuários são ansiosos e não querem perder tempo. Se um loading é demorado, ou se se o texto é muito longo, ou se a interface é difícil de usar, o usuário pode ficar ansioso e acabar desistindo de usá-lo.

Imagina você mexendo em um aplicativo de compra e venda de ações e, sem querer, faz uma besteira, mas não sabe como desfazer ou o motivo do erro. Ou, se você sem querer apagou um arquivo no Dropbox e não sabe para onde ele foi. Ou, se você estiver tentando acessar sua conta bancária, mas sua conta não abre.

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Como aumentar a retenção de usuários e adoção de novos produtos com Efeito Dotação (Posse)

Rian Dutra falando sobre Psicologia aplicada ao UX Design

“Imagine que você comprou um ingresso para o Rock in Rio por R$ 500. Mas você acabou de descobrir que não vai poder mais ir, e então deseja vender. Você provavelmente não vai querer vender por R$ 550 muito menos por R$ 500, porque vender a preço de mercado te daria a sensação de que estaria perdendo.

Esse fenômeno psicológico se chama Efeito Dotação (ou Efeito Posse). Basicamente, temos a tendência de dar mais valor às nossas próprias coisas, ou coisas que estão sob nossa posse, em comparação às coisas dos outros.

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Como dark pattern induz usuários a fazer coisas sem querer com Psicologia aplicada em UX

Rian Dutra falando sobre Psicologia aplicada ao UX Design

“Vou te contar como um shopping tentou me induzir a não imprimir o recibo de comprovante de pagamento do estacionamento usando cores seletivas, para supostamente economizar dinheiro com papel.

Então, um dia desses, fui no shopping perto daqui e estacionei meu carro. Na volta, quando fui pegar meu carro, usei um totem de pagamento. Tudo certo. De início, havia um botão verde indicando o início do pagamento, mas no final, após eu pagar, ele me perguntava se eu queria imprimir ou não o comprovante de pagamento.

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Como o Efeito de Enquadramento aplicado ao UX Design ajuda a vender mais?

Rian Dutra falando sobre Psicologia aplicada ao UX Design

“Presta atenção e me responde rápido. Imagine que você esteja fazendo dieta. Qual é a melhor opção? Primeira opção: iogurte com 20% de gordura. Segunda opção: Iogurte com 80% sem gordura.

É provável que você tenha escolhido a segunda opção. Mas, claro, quando para pra pensar, na verdade os iogurtes são os mesmos.

Esse é o “Efeito de Enquadramento”: as nossas decisões são afetadas pela forma como as opções são enquadradas.

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Como chamar a atenção do usuário com o efeito psicológico Von Restorff no Design de Interfaces

Rian Dutra falando sobre Psicologia aplicada ao UX Design

“Você gosta de livros? Acho que os livros mais valiosos para um designer são aqueles que não falam diretamente da profissão. Tenho muito mais livros sobre psicologia aplicada do que sobre design, porque é o conhecimento paralelo que vai te fazer destacar dos outros.

Falando em destaque, existe um efeito psicológico chamado de “efeito Von Restorff”, ou “efeito de isolamento”. Quando temos várias coisas na nossa frente, aquele item que se diferenciar pelo sua cor, tamanho, forma, ou por alguma outra característica, chamará nossa atenção e será mais facilmente lembrado.

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Quando a Psicologia pode atrapalhar os negócios: Efeito de Bandwagon (Efeito de Adesão) no Design de Experiência

Rian Dutra falando sobre Psicologia aplicada ao UX Design

“Posso te falar uma coisa? Você se importa, sim, com a opinião dos outros, mesmo negando. Eu também. Antes de eu comprar minha furadeira, eu assisti a vários vídeos de review. Vai dizer que você já foi no cinema mesmo sabendo que seus amigos odiaram o filme?

É o Efeito de Bandwagon (Efeito de Adesão). É quando decidimos por algo baseado simplesmente porque um monte de gente já fez – maria-vai-com-as-outras.

Pensando em Design e estratégias, quando essa influência social se torna perigosa para os negócios?

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A Psicologia do “Poder do Grátis” no Mercado Livre e UX Design, segundo Dan Ariely

Rian Dutra falando sobre Psicologia aplicada ao UX Design

“Advinha o que comprei no MercadoLivre. Um monte de coisa: furadeira, persiana, torno de mesa, e uma caixa de geleia. Eu gosto bastante por dois motivos: rápido e frete grátis. Mas sabia que o frete não é grátis de verdade? Bom, pelo menos não para os vendedores. O MercadoLivre não gasta um centavo com o frete – é o que eles dizem.

No livro “Previsivelmente Irracional” do Dan Ariely, ele diz que as pessoas mudam seu padrão de comportamento quando algo gratuito aparece. O grátis não é só um indicador de preço, é um gatilho emocional muito forte, e muitas vezes irresistível. É o que ele chama de “Poder do Grátis”.

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O poder psicológico do Storytelling para engajar e aumentar vendas

Rian Dutra falando sobre Psicologia aplicada ao UX Design

“Se você for no meu Instagram, vai ver que sou apaixonado por Jeep. Tem um comercial deles chamado “The middle”, que começa com uma capela no exato centro dos Estados Unidos. Fala sobre liberdade e medo. E o comercial nem mostra o Wrangler novo, mas o Willys de 1980. No final, termina com a frase “para os Estados Reunidos da America”, falando que o que nos conecta é a liberdade.

Nem mostraram o carro. Contaram a história de um véi viajando pelo Kansas que dá até pra se emocionar no final. Cheio de valores intrínsecos. Isso é sobre Storytelling. É desenvolver uma narrativa sobre um produto com a intenção de mostrar o valor na vida do usuário.

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Como o Medo do Desconhecido, Aversão à Perda e Viés de Risco Zero podem acabar com um negócio se o UX Design for falho

Rian Dutra falando sobre Psicologia aplicada ao UX Design

“Você já foi no mercado, viu aquela geléia recém lançada, viu que parecia uma delícia, mas acabou decidindo por comprar a mesma geléia de mocotó do copinho de vidro de sempre?

Um dos motivos disso acontecer é: o medo do desconhecido. “E seu comprar aquela geléia resplandecente e apetitosa que está com 10% de desconto na semana de lançamento e eu não gostar?” – hu-hum

Em geral, as pessoinhas humanas têm medo de mudança e do desconhecido, principalmente quando tem dinheiro ou saúde envolvido. E isso tem a ver com a nossa instintiva aversão à perda.

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Como reter usuários com a Psicologia da Falácia dos Custos Irrecuperáveis e UX Design

Rian Dutra falando sobre Psicologia aplicada ao UX Design

“Você já foi num restaurante, pegou mais comida do que devia e depois ficou com pena de jogar fora e acabou comendo mesmo já estando empanzinado? Ou foi no cinema, pagou pelo ingresso, o filme era uma porcaria, e mesmo assim você ficou até o final.

Esse fenômeno psicológico tem nome: Falácia dos Custos Irrecuperáveis.

Significa que se as pessoinhas humanas já investiram muito tempo ou dinheiro em algo, estarão mais propensas a continuar investindo mais, tendo cada vez mais dificuldade de abandoná-lo.

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Não subestime os testes de usabilidade em projetos de UX Design

Rian Dutra falando sobre Psicologia aplicada ao UX Design

“Esses dias, eu errei. Eu estava trabalhando na minha startup, que a gente está desenvolvendo um produto físico para o setor imobiliário, e eu entreguei o protótipo nas mãos de uma pessoa e pedi para testar.

O modo de usar ele é óbvio. Você pega, coloca na posição e usa. Melzinho na chupeta. Pelo menos, na minha cabeça. E aí, eu percebi que, realmente, não existe tarefa óbvia. O clichê é real: o que parece fácil pra mim, pode não parecer para o outro.

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Viés vs. Pesquisa do Usuário: como evitar resultados enviesados em projetos de UX Design

Rian Dutra falando sobre Psicologia aplicada ao UX Design

“No vídeo anterior, eu disse que as pessoas são propensas a mentir em pesquisas, e tendem a responder o que acham socialmente aceitável. Então, quer dizer que todo mundo é caozeiro e não adianta mais fazer pesquisas?

Não é bem assim. A resposta depende da pergunta. O resultado da pesquisa depende da forma como você a conduz. Inclusive, depende de quem analisa os resultados da pesquisa. Se você acredita muito que seu bolo de jamelão com pitanga é bom, se não tomar cuidado, sua pesquisa vai se inclinar para esse lado com o viés de confirmação.

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Usuários mentem em Pesquisas de UX – Tendem a responder o que acham sociavelmente aceitável

Rian Dutra falando sobre Psicologia aplicada ao UX Design

“Se eu te perguntar uma coisa, você vai dizer a verdade? Acho que não. Calma, olha só. Imagine que você criou um produto – um aplicativo, um vestido, um bolo – e quer saber, agora, se as pessoas o comprariam, se é um porcaria ou se iriam aprová-lo.

É simples, não é? Se a gente for pela metodologia Double Diamond, no final da terceira etapa, bastaria testar com nosso público-alvo. Mas, aí, entra um detalhe: as pessoas mentem, e muitas vezes nem intencionalmente. E, piora ainda, quando tem dinheiro envolvido.

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Como usar o Design para criar hábitos nos usuários com o Condicionamento Clássico de Pavlov

Rian Dutra falando sobre Psicologia aplicada ao UX Design

“Vem cá, olha isso, ó… (Rian mexe no pacote de torrada). Sempre quando mexo em algum pacote de pão ou biscoito, o Douguinho já me olha como se estivesse sem comer há dois dias. Algo parecido também acontece quando pego a chave… porque, você sabe, o Doguinho é bem saidinho e fica doido pra ir lá fora.

Isso tem nome: Condicionamento Clássico de Pavlov. Em resumo, memória associativa. É um tipo de aprendizado automático e inconsciente. Ligar dois estímulos distintos pode ser uma boa maneira de criar um aprendizado sobre algo. Ou de estimular alguém.

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